O Cenário Religioso I

Negociações pela santificação do domingo

 

Paralelamente aos textos intitulados por "Cenário do Poder", agora divulgaremos outro, com o título acima. Este com mais ênfase a fatos relacionados ao desfecho religioso no mundo. No entanto, os dois cenários estão interrelacionados. Na realidade, ambos se unem para as imposições nos dias finais, quando igreja e estado formarem uma aliança política em prol dos interesses que já se tornaram comuns.

 

Esses são dias de vigília, para conhecer os tempos. O conhecimento dos tempos nos leva a ser mais responsáveis com os assuntos espirituais. Pesquisar sobre profecias e fatos a elas relacionados não nos fornecem dados para sabermos a data do decreto dominical, do tempo de duração do alto clamor e das pragas, nem do dia da segunda vinda. Mas nos fornecem seguras indicações da época do cumprimento dessas profecias tão aguardadas. Pois esses fatos mencionados deverão ocorrer em nossos dias, pelo que as profecias nos revelam. (Nos próximos dias estaremos divulgando um relatório mais completo das profecias e respectivos acontecimentos).

 

            Paralelamente a estes estudos, deveremos orar cada vez mais. Não orar só fazendo pedidos, mas sim, literalmente falar com DEUS, expondo assuntos e ouvindo-O. Devemos buscar o reavivamento espiritual. Também a reforma do sábado e da saúde, é alto tempo para fazer isso. Então virá o selamento e a sacudidura, e também a chuva serôdia, o refrigério e o alto clamor. Em seguida, fecha-se a porta da graça, e os juízos de DEUS são derramados, para que o mundo saiba que só O Senhor é DEUS, como foi com os egípcios.

 

            Até o ano passado, o Jubileu, a estratégia para a obtenção da santificação do domingo e união das igrejas foi: convite, perdão e reconciliação. Aderiam as igrejas que quisessem, voluntariamente. Essa estratégia proporcionou alguns resultados, além dos quais, de agora em diante, pouco avançará. Agora, a união da igrejas deverá avançar por expedientes políticos e logo em seguida, de força, que mais cedo ou mais tarde se iniciarão. Sente-se no ar clima para isso.

 

            Paralelamente, o planeta enfrenta problemas graves que se agigantam rapidamente, como o do efeito-estufa. Por causa dele, em poucos anos o planeta pode tornar-se um lugar sem condições de garantir a vida a seus habitantes, devido a enchentes, secas, tempestades, com o clima cada vez mais doido. Outros problemas também saem do controle: tráfico de pessoas, de armas e de drogas; corrupção de grande repercussão; violência cada vez mais cruel; imoralidade; ameaça de guerra declarada no oriente médio, e muitas coisas mais.

 

            O contexto geral do planeta está rapidamente tornando inviável a continuidade da implantação da Nova Ordem Mundial, que é o governo do planeta. Isso desencadeará ações de força para conseguir manter condições de governabilidade nos países e sobre o planeta. Essas ações são de força bruta, outra alternativa já não existe mais.

 

Desde o início do mês de março, João Paulo II negocia com governos e principalmente com blocos, a utilização do domingo como dia santo, uma saída na solução de tantos problemas. A tese é a seguinte: (a) é preciso um dia de repouso para que todos parem de trabalhar, senão o planeta torna-se logo num hospício (isso é verdade); (b) é preciso por um freio no consumismo exagerado; (c) é necessário reduzir drástica e urgentemente a poluição atmosférica; (d) devemos voltar-nos todos para DEUS, (leia-se, satanás). Dessa maneira, os governos terão outra vez a população nas mãos, e recobram a governabilidade que se esvai. Como efeito colateral, satanás obtém o que quer, ao menos tenta: que todos os habitantes do planeta santifiquem o domingo, e assim, adorem a satanás. Se conseguisse isso, JESUS não pode voltar...

 

Pois, nos muitos programas que temos realizado sobre os eventos finais, temos constatado uma coisa interessante entre os adventistas: o que mais desperta os ânimos do povo do advento é a questão do sábado trocado pelo domingo. Esse assunto, tornando-se debate amplo, os adventistas se levantam em defesa do sábado – para isso terão o poder do Espírito Santo -, e assim darão motivos para o decreto impondo o domingo. (Satanás tem muito medo da reação do povo adventista, e diante dela, se tornará feroz.) Então, percebemos a introdução do domingo de uma forma um tanto gradual e sem muito alarde, agora negociado politicamente. Assim, o podo do sinal de DEUS continua acomodado, sem perceber bem o que se passa... Sabemos, no entanto, que esse povo se levantará, e sacudido o joio, se unirá como um só homem, e proclamará a mensagem para a conclusão da obra em pouquíssimo tempo. A reação dos guardadores do sábado desencadeará o decreto dominical.

 

Desde os primeiros anos da década de 80, presenciamos um retorno mundial à democracia nos governos. Agora, desde o ano passado, vivenciamos um retrocesso à autocracia, ainda um tanto disfarçadas pela maior centralização do poder. Ao lado disso, assistimos uma escalada de crueldade sem precedentes no comportamento humano. Esse é o cenário para fazer cumprir o decreto dominical e perseguir.

 

Ainda, paralelamente, vemos outra escalada muito veloz: a imoralidade tomando conta dos governos e das igrejas. Os homossexuais estão adquirindo direitos e poder, tanto nos parlamentos como em muitas igrejas. Os que traem seus cônjuges também aumentam e tentam sua manutenção no poder, pela força. Quem iniciou isso oficialmente foi o anterior presidente americano.

 

Pois bem, sabe-se que quando a imoralidade passa de certos limites, a ela se associa a mentira e a crueldade. A imoralidade, curioso, sempre andou junto com a ambição pelo poder, e facilmente toma lugar no culto, desejando dominá-lo. Nenhuma igreja escapa disso, é que os imorais buscam esconder-se no poder, agindo ali favoravelmente a eles. Para tanto, tornam-se prepotentes e cruéis, mas sempre mentem muito. Outra coisa curiosa, a imoralidade nunca conhece limites, afunda cada vez mais, tornando-se sempre mais imoral, até que ela mesma se denuncia...

 

O que queremos dizer com essas coisas todas? É até simples de entender: algo de grande e importante deverá acontecer bem logo e será a nível de planeta. A imoralidade tomará conta para dominar tudo, e o fará com sua crueldade peculiar. Não para diminuir a imoralidade, mas para combater o efeito-estufa, e as catástrofes naturais. Como o resultado obtido será o contrário do pretendido, os políticos farão o que sempre fazem, jogar a culpa em quem não se defende, os verdadeiros adoradores. Satanás cuidará disso também.

           

No entanto, a nível de planeta, o poder opressor hoje está de mãos amarradas. O atual papa está muito fraco, mas não sai do trono. Como iniciar alguma ofensiva em direção da opressão se o maior interessado não tem mais forças para participar? Ou renuncia, ou pode morrer... Uma coisa parece certa, enquanto ele estiver ali, a opressão não vem, seria temerário lançar-se numa estratégia diferente e radical com o papa doente, cujo futuro é incerto. Como administrar um contexto de decreto dominical e, lá pelas tantas, ver-se na contingência de eleições de outro papa, ou de ver o atual ainda mais fraco... Ora, DEUS está no comando, acima do que querem os homens, há Um que decide segundo a Sua vontade e nisso não há falha.

Para conclusão, advertimos que não podemos afirmar que o decreto dominical apenas depende de resolver a situação do papa. Não há condições agora para afirmar isso. Esse é apenas um raciocínio fundamentado e lógico, mas não determinista. Cabe aqui uma pergunta: essa situação presente, pode DEUS deixar que piore só mais um pouco, ou ainda deverá piorar muito? O cenário do decreto é o que estamos vivendo, o tempo até ele é que desconhecemos.

 

Parece razoável dizer que as forças todas estão aparelhadas, prontas para o combate final da pregação máxima da verdade e da imposição máxima da mentira. Estão de prontidão. No entanto, se permanecerão nessa posição por alguns meses ou alguns anos, isso ainda é difícil de avaliar. Estejamos atentos, orando, vigiando e trabalhando cada vez mais. Hoje, a atividade mais importante é a de salvar almas. E bem logo, nada mais fará sentido, essa deverá ser a única atividade importante.

 

Prof. Sikberto R. Marks