PARTE II

 

CAPÍTULO - 6

 

Identificando os Oito Reis:

 

6.1. A Natureza dos Reis

 

Quem, afinal, seriam os reis? Seriam reinos, nações? Ou, quem sabe, pessoas, governantes individuais?

Pelos motivos que procuramos explicar no capítulo “4”, cremos ser pequena a possibilidade de os sete reis serem nações ou reinos (Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma, Roma Papal Ferida, Roma Papal Curada, França, Egito, Assíria, etc). Ao nosso ver, estes reis seriam pessoas, governantes individuais. Os sete reis de Apocalipse 17 deveriam ser vistos como indivíduos singulares, não só pela exclusão daquelas possibilidades (nações ou formas de governo), como também por alguns detalhes muito importantes, que fazemos questão de trazer à análise:

 

1º) Embora a Bíblia em alguns casos use a expressão “rei” para simbolizar reino, nação. No caso de Apoc. 17 parece o contrário.

 

Perceba, irmão, que no mesmo capítulo 17, logo no versículo 12, exatamente o próximo da seqüência dos oitos reis (vers. 8-11), a profecia distingue “reis” de “reino”.

“E os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta.”

Embora se tratem de outros reis (10 reis), está bem claro que “rei” é rei, governante individual; e “reino” é reino, nação, território.

A passagem nos diz que os “10 reis... ainda não receberam reino”. O contexto sugere que estes reis sejam governantes individuais (reis) que ainda não assumiram o poder das nações (reinos). Por quê? Por-que, se os reis fossem reinos, ou nações, como poderiam dez reinos ainda não terem recebido reinos? Ou dez nações ainda não terem recebido nações? Note, se no capítulo 17 de Apocalipse a expressão “rei” foi referente à nação, reino ou autoridade, por que haveria, nesse mesmo capítulo, uma passagem que justamente diferencia rei (governante) de reino (poder, nação)? E se levarmos esta idéia para os versículos antecedentes (8 a 11), chega-se à conclusão que os sete reis não são sete reinos (nações), pois, se assim fosse, da mesma forma que fez no versículo 12, a profecia diria no versículo dez “as sete cabeças são sete reinos” (nações), mas, pelo contrário, faz questão de dizer “as sete cabeças são sete reis” (governantes).

 

2º) Outro argumento importante para determinarmos quem seriam os sete reis é o tempo e local de seu aparecimento. Se estiver-mos certos, como vimos no capítulo anterior, os sete reis só poderiam surgir a partir de 1798 e com sede em Roma. Se este raciocínio for realmente verdadeiro, como supomos, ajudar-nos-ia na compreensão de que os sete reis não seriam reinos ou nações, mas sim, governantes.

 

Torna-se uma simples questão de lógica, pois, de 1798 para cá é sabido que não surgiram, em seqüência, sete diferentes nações que tiveram sua sede em Roma, nem poderiam surgir antes da volta de Jesus, a menos que esta demorasse mais alguns milênios.

 

3º) O terceiro argumento é baseado nos já citados textos do Espírito de Profecia. Estes textos, embora não sejam conclusivos em interpretar os oito reis como governantes individuais, da mesma forma, não dizem que o capítulo 17 fala de reinos ou nações. Como já vimos, o único ponto claro é o fato destes textos relacionarem várias vezes Apocalipse 17 ao poder papal.

 

Assim, nos parece o mais lógico, entender os sete reis como sete pessoas, governantes individuais. E quais seriam as caracte-rísticas desses governantes? Se o irmão está atento, já percebeu quais são elas, pois, dentro dos raciocínios até aqui desenvolvidos, elas já foram citadas.

 

Relembremos algumas:

 

1º) Seriam governantes individuais;

2º) Sua sede seria em Roma;

3º) Só poderiam surgir depois de 1798;

4º) Seriam ligados ao poder religioso que é a “mãe” do adultério bíblico (Igreja Católica Apostólica Romana);

5º) Estão inseridos dentro de Apocalipse 17, que, segundo o Espírito de Profecia, representa o poder papal.

 

Ao nosso ver, não existem outras pessoas no “universo” que se encaixem em todas essas características senão os líderes máxi-mos da Igreja Católica Apostólica Romana, portanto: OS SETE REIS SÓ PODERIAM SER SETE PAPAS.

 

6.2. Identificando os Papas

 

Se os sete reis são sete papas, que papas seriam? É pos-sível nominá-los? Nos parece que sim, e é o que procuraremos fazer a partir de agora.

Primeiramente, devemos lembrar que estes papas (que são os reis) só poderiam surgir após 1798, pois, como já vimos os sete reis estão dentro do período de tempo “não é”, que inicia-se nessa data.

Como já citamos, não, obrigatoriamente, em 1798, mas desta data para frente, pois estão dentro do período “não é”, e não necessariamente no seuinício.

De 1798, com Pio VI, até hoje, incluindo João Paulo II, somam-se “quinze” pontífices, e agora, como saber quais destes “quinze” seriam os “sete reis” da profecia? Estariam os sete reis entre esses “quinze” ou no futuro? Qual seria a base de tempo para começarmos a contagem?

Algumas pessoas usam a idéia de que se deveria contar os sete papas (“sete reis”) a partir de 1929, data em que o Vaticano voltou a ser um Estado papal. Como veremos, esta data (1929), também nos parece correta, mas discordamos totalmente dos argumentos usados para chegar-se a ela. Infelizmente, algumas pessoas, no afã de encaixar os sete reis como os sete últimos papas, vão formulando idéias que até acabam por coincidirem com a realidade (por exemplo, essa data de 1929 para o início da contagem), mas não trazem uma análise profunda, um estudo mais sério, e assim, as informações ficam sem base bíblica sólida. Acontece então, que acabam por “queimar” uma teoria que pode realmente estar correta. É uma pena, mas, como dis-semos, isso tem acontecido. Vejamos o caso desta data (1929). Embo-ra, ao nosso ver a data esteja correta para o início da contagem, só dizer, como fazem estas pessoas, que os sete papas (reis) seriam con-tados a partir de 1929 porque é quando se dá a “cura da ferida” é totalmente incorreto. Tanto, que este raciocínio foi um dos motivos para confecção de dois bons artigos na, já citada, Revista Adventista de julho e agosto de 1999.

 

Vejamos então o porquê desta falha:

 

1º) Mesmo que os sete reis devessem ser contados com o início “da cura da ferida”, isso não serviria de base para se afirmar que a data de contagem iniciar-se-ia a partir de 1929. Por quê? Porque a “ferida” começou seu processo de cura, não somente em 1929 (assinatura do Tratado de Latrão), mas, logo após ela ter sido feita, já com Pio VII, papa que sucedeu ao que fora desterrado em 1798, Pio VI (se o irmão quiser ainda mais informações do porquê da “cura da ferida” não ter ocorrido em 1929, lembramos que as Revistas Adventistas já citadas, trazem explicações mais detalhadas sobre isso). Ademais, a ferida só será totalmente curada quando o papado recuperar o poder que tinha, pois “cura” supõe volta ao estado anterior.

2º) Não poderíamos usar como base para a contagem dos sete reis o início da cura da ferida (independentemente da data) pela simples razão que estaríamos “forçando” a profecia. Por quê? Aqueles que defendem esta postura, dizem que os sete papas (reis) viriam de-pois deste início, mas sem explicar porque relacionam o início da “cura da ferida” com esses papas. E por que não explicam? Ao nosso ver, simplesmente porque não existe em Apocalipse 17 nada que, claramente, diga ou sugira que os sete reis surgiriam a partir de quando a ferida começasse a ser curada. Porém, repetimos: concordamos que os sete papas (reis) devem começar a ser contados a partir de 1929, mas por outros motivos, que cremos serem mais coerentes.

 

Então, como é possível identificar quais seriam os sete papas, que encaixar-se-iam na interpretação profética? Ao nosso ver, o argumento mais sólido para elucidarmos esta questão é ao mesmo tempo o mais simples e óbvio (os nossos cílios estão tão próximos aos olhos que não os percebemos). Vamos lá...

 

Comecemos com a seguinte pergunta: o que estamos procurando? Identificar os sete reis de Apocalipse 17, que seriam sete papas, que surgiriam em alguma data dentro do período “não é”, depois de 1798; procuramos sete papas que seriam sete REIS. Aqui está o “X” da questão.

 

Estamos procurando PAPAS que seriam REIS. Portanto,  precisamos saber o que é um Rei, quais seriam as características para afirmarmos que alguém é rei. Vejamos...

 

1º) Existir uma pessoa que governe, o rei;

2º) Existir um povo que se submete ao mandatário;

3º) Existir um Estado soberano, delimitado territorialmente.

4º) Existir um “trono”, uma sede de seu poder.

 

Note que antes de 1798, os papas reuniam estas condições, mas com o desterro papal ocorrido a partir de então, o papa deixou de ser o rei que era, perdeu seu trono, basílica de São Pedro e a função, que antes exercia, de “Chefe de Estado”.

É sabido que a partir de 1800, com Pio VII, a Igreja Cató-lica já começou a renovar suas forças e, um papa após o outro, assinaram acordos e tratados com vários Chefes de Estado da época, inclusive retomando alguns de seus territórios. Mas faltava algo para que verdadeiramente o papa pudesse voltar a ser “rei”. Faltava-lhe o “trono”, a sede do poder. Então, ocorre o inesperado: em 11 de fevereiro de 1929, o então Primeiro-Ministro italiano Benito Mussolini e o papa Pio XI assinam o famoso “Tratado de Latrão”. É criado o Estado do Vaticano, com 44 hectares, dentro da cidade de Roma. Independente e soberano, sendo assim reconhecido pela comunidade internacional, podendo, a partir de então, organizar-se social, política e, inclusive, militarmente.

Neste momento, repetimos, somente neste momento, o papa volta a ser rei.

 

(Pedimos agora ao irmão o máximo de atenção, pois co-meçaremos a mostrar algumas das coincidências que irão permear este livro. Comece a reparar como parece que a realidade está ao lado da interpretação exposta neste trabalho.)

 

Antes do Tratado de Latrão, em 1929, os próprios católicos - romanos diziam ser o papa um “vassalo” (pág. 179 do livro que citaremos a seguir), era necessário que lhe fosse restituído o trono, o Vaticano, para que voltasse a ser REI. Dentro da pesquisa que fize-mos, encontramos a biografia de Pio XI (papa que assinou o Tratado de Latrão). Nela notamos alguns trechos impressionantes, que demonstram o caráter “soberano” que passou a ter o papa a partir deste Tratado, confirmando a idéia: PAPA VOLTA SER REI – 1929

 

(Dos textos abaixo, apenas os que esão em negrito são nossos comentários.)

 

Textos do livro católico-romano: “Pio XI”, autor: Renato Fontenelli, editora Vozes – 1941 (págs. 179-195)

 

“Era preciso, dado caráter supra-nacional da Santa Sé, que o Papa, na qualidade de chefe visível da Igreja e de Pai universal dos fiéis, não fosse, nem parecesse subordinado a ne-nhuma potência ... (Note, embora o papa pudesse até ter recebido alguns territórios, antes de recuperar a sede de seu poder, era tido como subordinado às outras nações.)

Esta restauração do poder temporal passará a história sobre o nome de tratado político de Latrão.

Assim, a Santa Sé recobra, aos olhos do mundo, com a sua independência, o principado civil necessário a seu magisterio universal.

O novo Estado Pontifício, compreendendo a basílica e a praça de São Pedro, o palácio, os museus, a Biblioteca, os jardins e todas dependências do Vaticano, forma uma inserção de quarenta e quatro hectares, onde o Papa exerce doravante não apenas os direitos de um proprietário (quando antes possuía nada mais que o usufruto) (comentário do próprio autor católico), mas a prerrogativas de um soberano, com tudo que lhe serve de expressão (grifo nosso): governo autônomo, poder legislativo, executivo e judiciário, legação ativa e passiva, polícia, estado civil, bandeira, moeda, serviços públicos, selos do correio...

Não é fora de propósito que a igreja deverá viver longamente de um reino como este, no qual se haverá elaborado o parto de um mundo novo.”

 

Uma curiosidade - O referido livro usa uma expressão interessante quando refere-se a um dos momentos em que Pio XI comemorava o Tratado de Latrão. Note quantos termos o autor católico acaba usando, sem saber, e que descrevem o cumprimento de profecias.

 

... e do alto do Vaticano, curvando sobre a Sete Coli-nas, o Vigário de Cristo poderia, em verdade, responder...” (grifos nossos)

 

Assim sendo, com a argumentação bíblica já apresentada e a comprovação histórica agora relembrada, podemos contar os sete papas como sete reis a partir de 1929, com Pio XI sendo o primeiro rei.

Uma comprovação ainda mais clara deste raciocínio (papa = rei somente depois de 1929) é o título que os papas mantêm desde então. Além do famoso, entre nós adventistas, “Vicarivs Filii Dei”, que nos ajuda a entender a profecia do número da besta (666 - Apoc. 13:18), devemos estar atentos a outro título que todo papa recebe, a partir de 1929, quando assume o pontificado, e que também encaixa-se, de forma extremamente coincidente com o Apocalipse, só que agora com o capítulo 17. Perceba com atenção:

Em 1929,o papa ganhou oficialmente o título de: “SOBERANO DO ESTADO DA CIDADE DO VATICANO” (volta a ser rei!)

 

Encontramos essa informação no “site” oficial da arquidiocese do Rio de Janeiro (www.arquidiocese.org.br/papa.htm).

 

Porém, aí nos é dito, apenas, que o papa tem esse título (não é colocada a data que ele o recebeu). E essa data seria para nós muito importante, pois se conseguíssemos a confirmação oficial de que este título, “Soberano do Estado da Cidade do Vaticano”, fora dado no exato ano de 1929 (Tratado de Latrão),ficaria como que comprovada nossa tese de que o papa volta a ser REI a partir de 1929, pois se admite oficialmente como ”soberano”, como REI.

Assim, ousados ou não, recorremos ao próprio Vaticano para confirmarmos a partir de quando o papa ostenta esse título. Então, através do seu “site” oficial:

(http://www.vatican.va/), conseguimos (via “e-mail”) contactar as pessoas responsáveis e tiramos essa dúvida .

 

Aqui vai a íntegra da pergunta feita por um dos irmãos que nos ajudou na pesquisa, Alexandre J. Freitas (entrou várias vezes em contato com Roma), e da resposta do Vaticano. (Logicamente não podíamos entrar em detalhes do porquê do pedido. Porém, pensamos ter agido dentro dos princípios da verdade, pois realmente somos “estudantes de um trabalho com conteúdo histórico”):

“Sou estudante do Brasil e estou participando de um trabalho de conteúdo histórico onde necessito saber o ano em que o Papa recebeu o título de “Soberano do Estado do Vaticano” (Teria alguma relação com o tratado de Latrão?). Penso que esta informação é de fácil consulta para a Sra. Por favor, me retorne pois estou necessitando desta informação para concluir o trabalho. Despeço-me agradecido,

Alexandre J. Freitas”

 

Resposta enviada pelo próprio Vaticano na pessoa responsável da - Sra. Enza Derme:

 

“O Estado italiano reconheceu ao Papa o título de Soberano do Estado do Vaticano no ano 1929 com o tratado de Latrão. Atenciosamente Enza Derme” Assim, ao nosso ver, confirma-se...

 

É sabido que, desde 1929 até hoje, nada mudou com relação a este “reinado” no Vaticano, portanto, todo papa que sobe ao “trono” torna-se mais um “rei” da profecia bíblica.

Se Pio XI, que assinou o tratado, foi o primeiro, conse-qüentemente os seus sucessores seriam os demais “reis” da profecia.

Mas quais seriam estes papas? Quantos já se passaram desde então? Vejamos...

 

profecia

cumprimento

data do “reinado”

Pio XI

06/02/22 – 10/02/39

Pio XII

02/03/39 – 09/10/58

João XXIII

28/10/58 – 03/06/63

Paulo VI

21/06/63 – 06/08/78

João Paulo I

26/08/78 – 28/09/78

João Paulo II

16/10/78 – ...

 

Então o papa atual, João Paulo II, é o sexto rei? Ao que tudo indica, sim. Mas qual é a importância disto? E depois dele, o que a profecia fala que irá acontecer? É o que procuraremos analisar nas páginas que seguem.

 

 

CAPÍTULO - 7

 

Análise Sobre o Sexto e o Sétimo Rei:

 

7.1. Encaixando os Sete Reis

 

Identificando os sete Reis, como os sete Papas a partir de 1929, vamos agora relembrar a subdivisão que o versículo 10 traz:

“São sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco”.

Como já vimos, essa subdivisão é claramente relacionada aos sete reis, que estão dentro do período de tempo “não é”, assim tem  de ser inserida nele. Vejamos:

 

É interessante perceber que dos oito “reis” da profecia, apenas os três últimos (sexto, sétimo e oitavo) tem características próprias:

 

- O sexto “existe”

- O sétimo “ainda não chegou e quando chegar tem que durar pouco”

- O oitavo é “a besta que era e não é...é dos sete e caminha para a destruição”

 

Cremos que essas características foram dadas apenas aos três últimos reis para mostrar sua importância diferenciada na profecia, ao contrário dos demais. Os cinco primeiros, são tratados como sendo, podemos dizer, uma espécie de “massa”, tem importância apenas cronológica na profecia, nos mostrando a seqüência sucessória, mas não têm outras funções proféticas. Portanto, vamos a partir de agora procurar entender as características dos últimos três reis: “sexto”, “sétimo”, e “oitavo”.

 

7.2. O Sexto Rei

 

Embora extremamente importante, a única característica do sexto rei é o fato dele “existir”. Diz a profecia: “cinco caíram, um (sexto) existe” Por que é utilizada essa palavra, “existe” quando se refere ao sexto rei? Pedimos ao leitor um pouco de paciência, pois julgamos ser mais conveniente explicar nosso ponto de vista mais tarde sobre o fato do sexto rei “existir”. Por agora vamos procurar entender um pouco mais sobre o sétimo e oitavo rei.

 

7.3. O Sétimo Rei

 

O sétimo rei tem duas características: “ainda não chegou”

- “quando chegar tem de durar pouco”. Vamos procurar entendê-las:

 

1º) “Ainda não chegou”

 

Nos parece claro que, se os seis reis anteriores são seis papas, o sétimo deverá sê-lo na seqüência, pois como já vimos, os reis desta profecia surgem um em seguida do outro. Portanto , o sétimo rei “ainda não chegou” com relação ao sexto rei, que é João Paulo II, ou seja, deve vir após este.(Voltaremos a falar mais sobre o fato de o sétimo rei “ainda não ter chegado”, quando abordarmos o fato do sexto rei “existir”).

 

2º) “Quando chegar tem de durar pouco” Sem dúvida é uma expressão que supõe “relatividade”.

 

“Pouco” ou “muito” sempre dependem de algum parâmetro para defini- lo como tal. Por exemplo: vinte anos, isto é muito ou pouco tempo?

Depende, se dissermos que uma pessoa viveu vinte anos apenas e morreu, é pouco. Porém, se dissermos que ficou presa numa penitenciária vinte anos, com certeza é muito. Então as expressões “muito” ou “pouco” sempre dependem das situações relacionadas a elas.

Mais uma ilustração: dez pessoas, é muita ou pouca gente? Novamente depende com o que estão relacionadas as expressões “muito” ou “pouco”. Se dissermos que 10 pessoas estão dentro de um carro de passeio normal, com certeza é “muito”, por outro lado se ouvirmos falar que haviam dez pessoas no estádio do Maracanã, com certeza é “pouco”.

Outro exemplo, agora bíblico, está no capítulo 12 de Apocalipse. Aí vemos que Satanás está irado depois da queda “sabendo que pouco tempo lhe resta”. Podemos pensar: Como a Bíblia pode dizer pouco tempo, se são milhares de anos desde esta queda até o final do conflito? Justamente porque, como dissemos, pouco ou muito, dependem do parâmetro a que estão relacionados. No caso deste exemplo bíblico, é pouco tempo, por que o contexto de Apocalipse 12, relaciona o tempo do conflito (alguns milênios) comparando-o à eternidade que o querubim Lúcifer tinha pela frente e perdera. Assim, alguns milenios é pouco tempo, pois, está relacionado com a eternidade que o Pai dá aos seres que o amam.

Voltando agora à nossa análise do sétimo rei, quando então se diz que “quando chegar tem de durar pouco”, nos parece claro que este “pouco” deve estar relacionado com algo que, neste caso, só podem ser os seis reis anteriores a ele (“cinco caíram, um existe, e o outro ainda não chegou e quando chegar tem de durar pouco”), ou seja, o sétimo papa duraria pouco se comparado ao tempo de existência dos outros seis papas no reinado. E quais são estes tempos: Veja a tabela acima...

 

Se, por curiosidade, analisarmos estas datas percebemos que, em média, estes seis papas, estiveram, até agora, mais ou menos 13 anos e meio de “pontificado”. O que mais durou, já podemos afirmar com certeza é João Paulo II, e o que menos durou João Paulo I (33 dias). Quanto é, portanto este “pouco” tempo que o sétimo durará?

Estará relacionado com a média de anos dos papas anteriores? Ou com tempo de reinado de João Paulo II? Ou de João Paulo I? O fato é que a profecia não define com exatidão este tempo, fazendo com que suponhamos não ser fundamental tal conhecimento. Basta, sim, saber que este pouco tempo, é uma questão talvez de dias, senão meses, quando muito, poucos anos.

 

(Pelo que estudamos, esta expressão, “tempo”, não deve ser encarada como se correspondesse ao símbolo “um tempo”- ano profético. Para que assim fosse haveria a necessidade da profecia di-zer: “o outro ainda não chegou, e quando chegar tem que durar pouco de UM TEMPO”. E assim não o é, tanto que nenhuma teoria que pesquisamos levanta tal possibilidade.)

 

 

CAPÍTULO - 8

 

O Oitavo Rei:

 

8.1. Breve Análise do Oitavo Rei na Interpretação Contemporânea

 

Versículo 11- “ E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição”.

 

Já entendemos que os sete reis são sete papas desde 1929, que cinco já morreram, que o sexto é João Paulo II, que o sétimo vem após ele e deve durar pouco. E com relação ao oitavo, o que a profecía diz? Antes de mostrarmos nossa posição, vejamos duas posturas que alguns estudiosos defendem, e que, embora interpretem os reis de Apocalipse 17 como papas, explicam, ao nosso ver, de forma equivocada, quem seria o oitavo papa (oitavo rei).

 

1º) Satanás  = papa.

 

Pelo fato do versículo 11 dizer que a besta retornará no oitavo rei alguns afirmam que este rei seria o próprio Satanás que tomaria a forma humana e seria o último papa. Embora não queiramos ser categóricos, nossa tendência é discordar desta idéia. Sem dúvida, o oitavo rei deverá ser mais um papa, pois é mais um rei da profecia, mas não nos parece correto que ele seria o próprio Satanás se “auto-transformando” em homem. O motivo que nos leva a esta afirmação nos remete à análise dos textos do Espírito de Profecia com relação ao grande engano que Satanás deverá produzir antes da volta de Jesus, a falsa vinda de Cristo. Em nenhum momento a Sra. White dá a entender que o inimigo viria como ser humano, embora tenha esse poder, para ocupar o trono papal e sim como Cristo para instituir o falso milênio de paz terrestre.

O Espírito de Profecia também não diz que Satanás, apa-recendo como falso Cristo, se auto-nomearia papa, “substituto do Filho de Deus”, mas sim, Jesus, o próprio Filho de Deus. Repare que ele não dirá que é papa mas sim “se proclama o Cristo”, e os homens o aceitarão “como o tal”.

 

Como ato culminante no grande drama do engano o próprio Satanás personificará a Cristo ...Ressoa nos ares a aclamação de triunfo: ‘Cristo veio! Cristo veio!’ “

O Grande Conflito, pág. 624.

 

“ Ele (Satanás) se proclama o Cristo, e é aceito como o tal ...”

Eventos Finais, pág. 164.

 

2º) Oitavo rei = personificação de Cristo.

 

Outra interpretação, que também discordamos, diz que o oitavo rei seria Satanás, só que agora não como um ser humano, não necessariamente se auto-nominando papa, mas sim, personificando a Cristo com todo seu poder, ou seja, o oitavo rei seria a contrafação.

Realmente, como os textos acima nos mostraram, Satanás virá como Cristo, porém, isto não se relaciona em nada com o oitavo rei, pois, se os sete primeiros reis são sete papas, logo, o oitavo rei também o deve ser. Ademais, o símbolo de Satanás no Apocalipse não é rei, e sim, dragão. Em outras palavras, também não podemos dizer que a personificação que Satanás fará de Cristo seja o oitavo rei.

 

8.2. Características do Oitavo Rei

 

Já entendido que o oitavo rei não pode ser relacionado a Satanás tomando a forma humana e sendo um papa, nem confunde-se com a contrafação da volta de Cristo, cabe a pergunta: “É possível então entendermos quem seria este oitavo rei?” Cremos que sim. In-clusive de maneira muito clara e transparente.

Procuraremos, a partir de agora, explicar o que para nós é um dos momentos mais impressionantes, claros e fantásticos na profecia de Apocalipse 17: quem seria o oitavo rei. São dois os argumentos, são duas as características, que nos ajudam a responder esta pergunta, pois pertencem apenas ao oitavo rei e, ao nosso ver, são marcantes e objetivas.

 

8.2.1. Primeira Característica - “É DOS SETE”

 

O versículo 11 diz: “a besta que viste, era e não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e caminha para a perdição.”

Note que a profecia, quando fala do oitavo rei, faz questão de colocar um aposto, fazer uma observação sobre ele. Aí está a primeira característica: “É DOS SETE”. Perceba que esta expressão (“é dos sete”), se retirada do texto não mudaria sua seqüência, vejamos a hipótese: “a besta que viste, era e não é, é ela também o oitavo, e caminha para a perdição”. Assim, à primeira vista poder-se-ia dizer que a expressão “é dos sete” seria supérflua, apenas um detalhe da profecia. Mas, como já vimos, se Deus coloca uma observação ou mesmo qualquer palavra na Bíblia (principalmente no Apocalipse), não é em vão, seguramente tem seu porquê. E no caso da expressão ora em análise (“é dos sete”) , cremos, tem um motivo muito especial: ajudar na identificação do oitavo rei.

A esta altura é possível que o irmão já tenha entendido onde queremos chegar com a ênfase que estamos procurando dar à idéia de que o oitavo “É DOS SETE”. De qualquer modo, procuremos analisar detidamente esta expressão.

“Ser de alguma coisa” remete à idéia de “origem”, “gênese”, de onde teria algo, ou alguém “provindo”. Por exemplo, quando se diz que “Fulano” é dos Peixoto, se quer dizer que Fulano é um dos componentes da família Peixoto, veio dela. Ou se dizemos que o Pedrinho é dos três melhores alunos da turma , se quer dizer que existe uma turma de alunos e que Pedrinho, proveniente desta turma, é um dos três indivíduos mais estudiosos.

Se o oitavo rei (PAPA) “é dos sete reis (PAPAS)”, ou na linguagem “Almeida Revista e Atualizada” - “procede dos sete”, significa que ele provém, pertence, procede, vem de, é um deles, tem sua origem no grupo dos sete reis.

Noutras palavras, o oitavo não seria um novo rei, mas sim, SERIA UM DOS SETE REIS, um dos sete papas, contados a partir de 1929. Para tanto devemos entender que um dos sete papas deverá voltar ao poder para ser o oitavo, por isso a profecía diz: “o oitavo é dos sete” (RC), “procede dos sete” (RA) - O OITAVO PAPA É UM DOS SETE PAPAS QUE VOLTARÁ AO PODER!

 

É bem provável que o irmão já esteja, inclusive, tentando imaginar qual dos sete papas que voltará para ser o oitavo, pois só a expressão “é do sete” (Almeida Revista e Corrigida), “procede do sete” (Almeida Revista e Atualizada), já é suficiente para entendermos que realmente o oitavo rei não será um novo rei, mas alguém que virá dos primeiros sete. Porém, antes de analisarmos essa questão, vejamos que existe ainda mais base para estarmos afirmando que o oitavo rei será “um dos sete”.

 

8.2.1.1. Aprofundando-se um Pouco Mais na Questão

 

Para confirmar este raciocínio vejamos a Bíblia na linguagem original, o grego. A expressão chave usada neste caso é:

 

ek twn epta ek twn epta ek twn epta ek twn epta ek twn epta”. kai to yhrion o hn kai ouk estin kai autov ogdoov estin kai ek twn epta estin kai eiv apwleian upagei...

(Apocalipse 17:11 Interlinear Greek New Testament -1998)

 

A palavra “epta” (HEPTA), segundo o dicionário “Léxico do Novo Testamento Grego - Português”, editora Vida Nova, significa “sete”. “twn” (TWN) não encontramos tradução específica, serviria como auxiliar na flexão verbal. Já “ek” (EK), segundo o dicionário já citado, é usada “para denotar a direção da qual procede alguma coisa” ou “para denotar origem”.

Existem mais algumas passagens Bíblicas que usam esta mesma expressão grega (“ek twn epta”): Atos 21:8 e Apoc. 17:1.

 

1º) - Atos 21:8 faz referência a Filipe como sendo “ek twn epta” - “um dos sete” - (possivelmente pela escolha dele como um dos sete diáconos, relatada em Atos 6:3). E a expressão usada então é idêntica à Apoc. 17:11. Atos 21:8

“No dia seguinte, partimos e fomos para Cesaréia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.”

 

th de epaurion exelyontev oi peri ton paulon hlyon eiv kaisareian kai eiselyontev eiv ton oikon filippou tou euaggelistou tou ontov ek twn epta emeinamen par autw

 

ASSIM... Atos 21:8 - Filipe “ek twn epta” = Filipe é “UM DOS SETE” Apoc. 17:11 - Oitavo “ek twn epta” = Oitavo é “UM DOS SETE”

 

2º) - Apoc. 17:1 também usa “ek twn epta” quando se refere a “um dos sete”, só que agora com relação aos “anjos que tinham as sete taças”. Apoc. 17:1

 

“E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo-me: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas,”

 

... kai hlyen eiv ek twn epta aggelwn twn econtwn tav epta fialav kai elalhsen met emou legwn moi deuro deixw soi to krima thv pornhv thv megalhv thv kayhmenhv epi twn udatwn twn pollwn

 

ASSIM...

 

Apoc. 17:1 - Anjo “ek twn epta” = Anjo é “UM DOS SETE”

Apoc. 17:11 - Oitavo “ek twn epta” = Oitavo é “UM DOS SETE”

 

Para nos certificarmos ainda mais desta afirmação, procuramos fazer uma pesquisa, cremos, até certo ponto razoável. Além do Grego e da versão da Bíblia que estamos tomando por base nesta obra (Almeida Revista e Corrigida), consultamos também outras im-portantes versões do Livro Sagrado, tanto nacionais como internacionais, bem como na Vulgata (latim). E o mais impressionante foi que, a fazermos tal pesquisa, a idéia (o oitavo “é dos sete”, “é um dos sete”) não só foi confirmada, como tornou-se ainda mais clara, mostrando que parece estarmos no rumo certo ao afirmarmos: o oitavo papa seria “um dos sete” papas anteriores a ele, que voltaria ao papado.

A primeira versão é da Bíblia de Jerusalém, que sem dúvida é, senão a melhor, umas das mais conceituadas no meio teológico (inclusive adventista). Repare que esta versão é clara com relação à origem do oitavo rei, pois diz “UM dos sete”. Vamos a elas...

 

Português

 

ABesta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo e também um dos sete, mas caminha para a perdição. (Apocalipse 17:11 - Bíblia de Jerusalém)

E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição. (Apocalipse 17:11 Almeida Revista e Atualizada)

E o monstro que já esteve vivo, mas que agora não vive mais, é o oitavo rei, que faz parte dos primeiros sete e que vai ser destruído. (Apocalipse 17:11 - Bíblia na Linguagem de Hoje)

E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição. (Apocalipse 17:11 Almeida Revista e Corrigida)

Abesta que era e já não é, é o oitavo rei. Pertence aos sete e vai à sua destruição. (Apocalipse 17:11 - Bíblia Thompson - Almeida Contemporânea)

 

Inglês

 

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, yet is one of the seven (é um dos sete) and goeth into perdition. (Revelation 17:11 KJ21 - King James Version - 21st)

And the Wild Beast which once existed but does not now exist—he is an eighth king and yet is one of the seven (é um dos sete) and he goes his way into perdition. (Revelation 17:11 WEY - 1912 Wey Moth New Testament)

As for the beast that was and is not, it is an eighth but it belongs to the seven (pertence aos sete), and it goes to perdition. (Revelation 17:11 RSV - 1947 Revised Standard Version)

And the beast that was, and is not, is himself also an eighth, and is of the seven (e é dos sete); and he goeth into perdition. (Revelation 17:11 ASV - 1901 American Standart Version)

And the beast that was, and is not, he also is eighth, and out of the seven he is (saiu, ou, vem dos sete), and to destruction he doth go away. (Revelation 17:11 YLT 1898 Young’s Literal Translation)

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goeth into perdition. (Revelation 17:11 AV - 1769 - Authorised Version)

And the beast which was, and is not, is himself the eighth, and is of the seven (e é dos sete); and he goes into destruction. (Revelation 17:11 BBE - 1965 - Bible in Basic English)

And the beast that was and is not, he also is an eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goes into destruction. (Revelation 17:11 DBY - 1889 - Derby Translation)

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goeth into perdition. (Revelation 17:11 JPS - Jowish Publication Society OKL Testament)

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goes into perdition. (Revelation 17:11 MKJV - Modern King James Version)

“And the beast that was, and is not, is himself also the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and is going to perdition. (Revelation 17:11 NKJV - 1982 - New King James Version)

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goeth into perdition. (Revelation 17:11 RWEBSTR - 1995 - Revised Webster Bible)

And the beast that was, and is not, even he is the eighth, and is of the seven (e é dos sete), and goeth into perdition. (Revelation 17:11 WEBSTER - 1833 - Webster Bible)

 

Espanhol

 

Yla bestia que era, y no es, es también el octavo, y es de los siete (é dos sete), y va á perdición. (Apocalipsis 17:11 RV - 1909 - Reina - Valera)

La bestia que era y no es, también es el octavo, y procede de los siete (procede dos sete) y va a la perdición. (Apocalipsis 17:11 RVA - 1989 - Reina - Valera)

Yla bestia que era, y no es, es también el octavo rey, y es de los siete (e é dos sete), y va a perdición. (Apocalipsis 17:11 SEV - Las 1569 - Sagradas Escrituras)

 

 

Italiano

 

E la bestia che era e non è più, è anch’essa un ottavo re, viene dai sette (vem dos sete) e se ne va in perdizione. (Apocalisse 17:11 LND - 1994 - La Sacra Bíblia Nuova Riveduta)

 

Latim

 

et bestia quae erat et non est et ipsa octava est et de septem (e é dos sete) est et in interitum vadit (Apocalipse 17:11 VULGATA)

 

Antes de prosseguirmos na análise de qual dos sete papas viria a ser o oitavo, refutemos o que pode ser dito sobre a expressão “é dos sete”:

 

Mas esta expressão não serviria apenas para mostrar a natureza do oitavo rei? Não serviria apenas para dizer que ele seria mais um papa, e este seria um novo papa, não um papa que passou e reassumiria?

Ocorre que, se assim fosse, não haveria a menor necessidade da expressão “é dos sete”. Se esta fosse apenas para mostrar que o oitavo teria a mesma natureza (papa) dos sete primeiros, bastaria à profecia apenas dizer que haveria um oitavo rei, e isto já deixaria claro que ele seria um oitavo papa. Mas, repetimos, a profecia faz ques-tão de dizer que existiria um oitavo rei, demonstrando sua natureza (papa), e que ele “é dos sete”. (Outro argumento que comprova o raciocínio de que o oitavo papa é um dos sete que voltará, é o fato de existirem apenas SETE cabeças na besta. Sabemos que cada cabeça representa um rei (papa) na profecia, conseqüentemente, só podem existir SETE indivíduos (reis), pois, na besta, só existem SETE cabeças. A besta não possui uma “oitava” cabeça, mostrando, então, que não existiria um oitavo indivíduo. Sendo assim, o “oitavo rei” só pode ser uma das sete cabeças.)

 

8.2.2. Qual dos Sete?

 

É possível que o irmão já tenha identificado qual dos sete que seria “também o oitavo”. Mas, para que não reste dúvida, vejamos...

O sétimo poderia ser o oitavo? Nos parece óbvio que não, pois se o sétimo continuar no poder será sempre o sétimo, só poderá deixar de sê-lo, se sair para a entrada de um oitavo. Ocorre que, se sair para esta substituição, só poderia voltar como um “nono” rei, o que sai totalmente fora da profecia. Seria o mesmo que ocorre com a sucessão dos governantes das nações: quando um presidente é reeleito não temos um novo presidente. Não se passa a contá-lo com outro número, dentro da ordem presidencial.

Assim, o oitavo rei só pode ser um dos seis primeiros papas que voltaria ao poder. Cabe então a pergunta: - “ como o oitavo rei seria uns dos seis primeiros papas depois de 1929, já que estes teriam morrido? Devemos esperar a ressurreição de um dos seis reis (papas) para voltar como o oitavo rei?!?! Isto é absurdo ?!?!”

Concordamos, é absurdo, mas até aqui ninguém falou em ressurreição, nosso raciocínio é outro. Note com atenção: A profecía não diz em momento algum que o sexto rei (papa) morrerá para a entrada do sétimo rei( papa). Diz, apenas, que o sétimo virá após o sexto.

Vale também lembrar que, para se fazer a escolha de um novo papa, não é necessário que o papa antecessor esteja morto, é possível tam-bém que este renuncie ou seja afastado, abrindo assim a vaga para um substituto. E o que isto tem haver com o apocalipse 17?

 

Respondemos:

 

Tudo! Pois se o oitavo rei (papa) tem de ser um dos seis primeiros e destes, os cinco primeiros já morreram. Então, este rei só pode ser o sexto rei.

 

JOÃO PAULO II DEPOIS DE SAIR DO TRONO VOLTARÁ A SER PAPA.

 

Se o irmão está surpreso, assim também nós ficamos, mas realmente parece que isto irá acontecer, lembramos que analisaremos ainda outros argumentos contundentes que concordam com a nossa interpretação. O mais importante, e que nos parece claro, é, repetimos, que João Paulo II sairá do papado vivo, para depois do próximo papa voltar.

 

Resumindo: O OITAVO REI É O PRÓPRIO JOÃO PAULO II.

 

(Se sua saída será por renúncia expontânea, renúncia for-çada ou até mesmo afastado por terceiros não compete a nós sabermos e nem seria necessário precisar.)

 

Também sabemos da possibilidade de se dizer: — “Esta idéia é totalmente maluca!?! Primeiro, porque não existe base para se imaginar que este papa renunciaria. Segundo que, mesmo ele renunciando, ou sendo afastado, jamais voltaria, pois já está doente com mal de Parkinson!?!”

Para respondermos a estas possíveis afirmações recorremos a quem nos informa do que acontece no cotidiano do nosso mundo: a imprensa. (Caro irmão, quando encontramos estas reportagens ficamos pasmos, note que coincidência!!)

 

A revista Veja de 22 de maio 1996 traz como reportagem principal (capa) uma preparação que João Paulo II estaria fazendo com vistas à sua sucessão. A reportagem (página 46 até 53) foi feita justamente porque, na época, o papa havia publicado a “Constituição Apostólica Universe Dominici Gregis” que alterou algumas regras do conclave (assembléia de cardeais que elege o papa). O mais interessante, e o que na realidade motivou a reportagem da revista, foi o fato de, nesse documento, o próprio papa, pela primeira vez na história da Igreja Católica Apostólica Romana, regulamentar o que, até então, era tido apenas como hipótese no Código de Direito Canônico: A RENÚNCIA PAPAL. Através deste, podemos chamar, decreto, o papa, a partir de então (1996), tem a possibilidade de facilmente abdicar do seu trono.

Diz a revista: A nova lei eleitoral prevê formalmente a renúncia do papa. Tem mais, a mesma reportagem cita outros acontecimentos que indicam que o papa pensa em renunciar. Continua a revista:

“... o papa João Paulo II fez um comentário na presença de dezenas de cardeais que deixou os vaticanistas com a pulga atrás da orelha.’ Seria bom que um papa pudesse assistir à eleição de seu sucessor’, disse ele. Como um ocupante do trono de Pedro dificilmente faz declarações gratuitas, todos se debruçaram sobre a frase para tentar decifrá-la. O seu real significado pode ser entendido com a divulgação da Constituição Apostólica que traz modificação nas regras do conclave”.

 

Ora irmão, por que João Paulo II falaria tais coisas e faria, ele próprio, um documento regulamentando a possibilidade de renúncia, se não estivesse, ao menos, pensando nesta hipótese? Tudo nos leva a crer que está. Ainda pode se dizer:

 

-“Mas esta reportagem é muito antiga, é de 1996!” Pois é justamente este fato que a torna ainda mais fantástica, visto que, de lá para cá, o papa bem poderia ter morrido, mas a própria reportagem diz, o que também é de pasmar:

 

“Apesar das dificuldades, João Paulo II prossegue. Ele tem um objetivo fixo, de tonalidade mística” (atente para esta frase, voltaremos a falar dela até o final deste livro).

 

“Quero estar vivo na comemoração dos dois milênios do cristianismo”, segue a reportagem, “o papa sonha chegar ao ano 2000 para depois renunciar ao pontificado.”

 

E o assunto da renúncia ainda hoje é falado? Sem dúvida, no início de 2000 foi notícia em toda imprensa, nacional e internacional, um possível afastamento do papa. A própria revista Veja também noticiou o acontecimento. Na edição de número 1.632, de 19 de janeiro 2000 (pág. 54 e 55), a revista, além de citar a reportagem que fizera em 1996, mostra ainda um outro ponto: a pressão hoje existente dentro da igreja Católica para que o papa renuncie.

 

“O cardeal Karl Lehmann, presidente da Conferencia Episcopal da Alemanha, teria afirmado num programa de rádio que João Paulo II deveria renunciar. A frase de Lehmann divulgada pelas agências de notícias; foi: ‘O papa deveria ter a coragem de dizer ‘Não posso mais exercer o cargo como se deve’ ‘. De acordo com as agências, o cardeal acrescentou que a igreja precisava de um homem forte que a conduzisse e que os religiosos próximos a João Paulo II eram partidários da renúncia” Cita a revista na página 55.

Como já dissemos, a forma que João Paulo II deixará o papado (se por renúncia ou afastamento) não nos parece fundamental saber. O principal, neste caso, é que ele, de alguma forma, sairá do seu trono de papa, outro o substituirá (sétimo rei), mas depois regressará, aí já como o oitavo rei da profecia.

 

(Um detalhe interessante, para somar à já citada interpre-tação de que os reis seriam os papas: a mesma revista quando se refere ao papa usa a expressão “monarca absoluto”)

 

A esta altura pode-se relembrar a segunda questão levantada anteriormente, e que ainda não foi respondida: “Mesmo que Joao Paulo II saísse, como poderia voltar, depois do sétimo, se já está doente, com mal de Parkinson?”

Num primeiro momento pensamos o mesmo, mas perceba: primeiro, que a profecia diz que o sétimo rei (papa sucessor de Joao Paulo II) teria que durar pouco; segundo, que embora não pareça, o papa, até hoje (Nov/2000), é lúcido e extremamente atuante, mantendo uma agenda cheia, com audiências em Roma, viagens internacionais e encontros com outros Chefes de Estado. Ademais, a referida doença de mal de Parkinson NÃO É FATAL, o problema está em que o seu principal sintoma é a debilidade das funções motoras, o que faz com que se imagine, pela aparência, que o indivíduo, enfermo dela, encon-tre- se em pior estado do que realmente está. Vejamos, para tanto, a mesma reportagem da revista Veja (22/05/2000, pág. 48), que diz: “A doença de Parkinson não mata... Todos os problemas de saúde não impedem que João Paulo II continue com um ritmo de trábalo alucinante. Em seu dia-a-dia, único relativo novo, adquirido a conselho médico, é uma sesta depois do almoço. A agenda de viagens continua lotadíssima.”

Também fizemos questão de consultar um especialista na área de neurologia (ramo da medicina que estuda e trata do mal de Parkinson). Consultamos o Doutor Carlos Parreira Goulart, renomado neurologista da capital paranaense. Esse nos confirmou que, pela suas pesquisas, o mal de Parkinson não altera em nada a longevidade do seu portador, não acelerando, num só dia sequer, a morte de quem padece de tal mal.

Relembramos que estas informações não são fruto de imaginação, são tão sérias e fortes que valeram e valem reportagens de destaques dos grandes meios de comunicação mundiais. Por outro lado, nosso intuito em citar tais textos é mais pela curiosidade de ver como, maravilhosa e absurdamente, coincide a realidade atual com o que pen-samos ser o real comprimento de apocalipse 17, do que propriamente para provar nossa teoria. Pelo contrário, mesmo que os órgãos de im-prensa e o mundo, como um todo, não estivessem falando de renuncia ou afastamento de João Paulo II, ou ainda que ele estivesse até mesmo com a saúde pior do que está, continuaríamos na expectativa da sua saída e posterior retorno como o oitavo rei. Porque, frisamos, nosso posicionamento para interpretar Apocalipse 17 não se dá a partir dos fatos do cotidiano e sim do que cremos ser a verdade bíblica.

Tendo, o que julgamos ser a interpretação, aí, e só aí, procuramos ver se a realidade a está confirmando.

Quando já havíamos praticamente encerrado a redação deste livro, nos chegou às mãos a seguinte notícia: um cardeal belga, Godfried Danneels, estaria lançando um livro em que, segundo a revista Veja de 25/10/2000 (pág. 58), “garante que João Paulo II renunciará ano que vem” (2001). Isto também foi assunto em vários outros meios de comunicação, basta ver os jornais de 20/10/2000, dia em que saiu a notícia. É óbvio que o Vaticano não confirmou a informação do cardeal (seria como o presidente Fernando Henrique Cardoso confirmar que no próximo ano seria lançado um novo “pacote econômico”). Mas, para  nós que já há algum tempo esperamos por isso, é de arrepiar!!

 

8.2.3. Segundo Argumento - “é ela o oitavo...”

 

Até aqui analisamos apenas um dos argumentos que nos dá a profecia (o oitavo é um dos sete) para dizer que João Paulo II sairá do papado para posterior regresso. Ao nosso ver, só este já seria o suficiente, pois tudo parece confirmar. Mas prepare-se, irmão, pois Deus, na Sua infinita bondade, para não deixar dúvida sobre esta questão, nos dá mais um argumento, mais uma característica do oitavo rei que, ao nosso ver, confirma de modo muito claro que ele é João Paulo II regressando após o sétimo rei (papa). Meu irmão, não sei se será o seu caso, mas nós, quando percebemos a idéia que iremos demonstrar, fi-camos como atônitos, quase sem palavras ante a ABSURDA COIN-CIDÊNCIA da Palavra de Deus com a realidade. Vamos a ela, veja-mos novamente o versículo 11:

 

“E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.“

 

A primeira característica do oitavo rei nós já vimos (“é dos sete”), então qual seria a segunda? Repare, a profecia diz: “A BES-TA que era e não é, É ELA O OITAVO”. A quem se refere a profecia quando diz “é ela o oitavo”? À besta, ou seja, A BESTA É O OITAVO REI.

E qual seria a interpretação deste raciocínio? A primeira idéia que nos vem à mente é de que a profecia diz “besta seria o oitavo” porque no governo do oitavo rei o papa retomaria o poder que tinha anteriormente (antes de 1798) de perseguir os verdadeiros cristãos, por isso dizer que o oitavo rei é a besta.

Não discordamos de todo desta idéia, mas queremos propor que a besta pode ter uma terceira interpretação além das duas já conhecidas, que são:

 

Besta - simboliza o império romano (Daniel 7)

Besta - simboliza o papado que recebeu poder do imperio romano (Apoc 13 e 17)

 

Além dessas duas interpretações, podemos chamar, “lato sensu” (tratam a besta com maior abrangência, como um poder), ve-mos que a profecia dá nítido espaço para uma posição “stricto sensu” (mais específica), abrindo a possibilidade de que a besta simbolize, também, um homem, um ser humano, um indivíduo, singularmente falando.

No caso, João Paulo II, pois, se estiver correta a idéia de que Joao Paulo II sairá para depois voltar como o oitavo rei e o oitavo rei é a besta, então a besta seria o próprio João Paulo II. Porém, fazemos questão de dar ainda maior base para este raciocínio, pois é justamente essa base que traz maiores coincidências entre a profecia e a realidade.

Antes, somente mais um lembrete. Não é a primeira vez que encontramos na Bíblia um mesmo símbolo com mais de uma interpretação:

 

-destruição de Jerusalém - Mateus 24 - serviu para o início do primeiro século e o Espírito de Profecia diz (Grande Conflito, capítulo um) que ainda terá outro cumprimento;

-as sete igrejas - Apocalipse 2 e 3 - serviu para a época de João e encaixaram-se por toda a história do cristianismo;

-o derramamento do Espírito Santo - Joel 2:28 – serviu para a época do Pentecostes (chuva temporã) e servirá para os últimos  dias (chuva serôdia). O Grande Conflito confirma na pág. 7;

-etc.

 

Vamos então embasar a idéia da besta representar além de um poder ou reino, uma pessoa. Para tanto, analisemos, três carac-terísticas marcantes da besta.

 

1º) Apocalipse 13:17 diz que o número da besta é o núme-ro “do seu NOME” (grifo nosso). Ora, quem tem um NOME é um INDIVÍDUO, uma PESSOA. Não queremos dizer que os títulos que somam 666 (Vicarivs Filii Dei, Dux Cleris, entre outros) não se encai-xem na profecia, mas sim, que ela nos parece mostrar que a besta pode ser encarada também de forma individual, simbolizando um homem (João Paulo II).

 

2º) O versículo 18, do mesmo capítulo 13 de Apocalipse diz que “o número da besta é o número DE UM HOMEM” (grifo nosso), isto quer dizer um ser humano individual. Existem algumas ver-sões nas quais encontramos a expressão “número de homem”, ao invés de “número de um homem”, o que, ao nosso ver, não contradiz de forma alguma a idéia central de que a besta seria também um ser hu-mano. (Repetimos: concordamos quando se diz que a besta representa um poder, mas nos parece claro que o símbolo besta encaixa-se ainda mais naturalmente a um homem, um ser humano em específico. Para não restar dúvidas quanto a isso, recorremos novamente a linguagem bíblica original, o grego. Neste versículo a palavra usada é “anthropos”, que segundo o dicionário “Léxico do Novo Testamento, grego-português”, pág. 24, significa “ser humano”, “pessoa”).

 

3º) Antes de analisarmos a terceira característica que demonstra ser a besta além dos reinos já conhecidos, também um ser humano, façamos uma breve revisão: o oitavo rei (papa) é o sexto rei (papa) que voltou, ou seja, é João Paulo II retornando depois de sair. O oitavo, é a besta e a besta é um indivíduo, um homem, logo, João Paulo II seria a própria besta. Por isso, a profecia diz: “a besta é ela também (além de ser o sexto) o oitavo”.

Mas o melhor ainda está por vir...

 

Se ao irmão ainda não está claro, se tem alguma dúvida, fizemos questão de deixar o mais forte argumento como último, pois, ao menos nós, ficamos sem palavras ante à absurda coincidência.

Relembramos que, para mostrar João Paulo II como sendo a própria besta, usamos, de maneira resumida, o raciocínio: Apoc. 13:17 e 18 diz que a besta é um homem que tem um nome. Ora, ocorre que a principal característica da besta e que justamente mais chama a atenção nela, que é o número da besta, o 666, está sendo esquecido? Não, meu irmão, pelo contrário, e agora PASME:

 

O nome - JOÃO PAULO II - soma exatamente, repetimos, EXATAMENTE, SEM TIRAR NEM POR: SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS - 666. Este é o nome oficial segundo o Vaticano:

 

Ioannes Paulus PP. II” – Para cada letra correspondente em Algarismo Romano ao seu nome em latim, faça a substituição e comprove (para as demais letras atribua “zero”):

 

- Ioannes = (João) –> 1

- Paulus (Pavlvs) = (Paulo) –> 5 + 50 + 5 = 60

- PP. (papa) –> zero

- II (secvndo) = (segundo) –> 100 + 5 + 500 = 605

 

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta...”. (Apoc.13:18)

 

João Paulo Segundo é a Própria Besta!

 

Surpreso? Ao menos nós, ficamos! Mas é verdade, Joao Paulo II , que é a besta, também é (será!), o oitavo rei.

Vejamos rapidamente mais algumas informações que demonstram ser, não apenas mera coincidência, o nome de João Paulo II dar 666, pois, todas as nuances, que não se encaixariam com outros nomes; encaixam-se de sobra com o dele.

 

1º) Podemos dizer que este é o nome OFICIAL de Joao Paulo II, pois o latim é a língua oficial do Vaticano, que é a sede da besta. Quando um cardeal é eleito papa, ele próprio escolhe o seu novo nome (pessoalmente cremos que João Paulo II não sabia da soma satânica, Deus é que, usando de Sua onisciência, já o sabia quando revelou isto a João). Note, também, que não estamos usando outros idiomas (inglês, espanhol, russo, francês, etc), que até aumentaria a probabilidade da coincidência da soma( embora tal, fosse ainda muitíssimo difícil ), mas sim a própria língua oficial do Vaticano, o latim.

 

2º) Esta informação foi encontrada no “site” oficial do Es-tado do Vaticano (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/ index_po.htm).Lá está escrito João Paulo Segundo com as letras do nosso alfabeto: “Ioannes Paulus PP. II” - Ioannes (João) – Paulus (Paulo) - PP.(papa) - II(segundo) .

Pois, justamente em latim a letra “u” não é escrita como na nossa grafia, e sim como a letra “v”. Esta mesma situação também ocorre, com o tão conhecido por nós adventistas, “VICARIVS FILII DEI” (substituto do filho de Deus). No nosso alfabeto escreve-se “Vicarius”, mas no latim não existe a letra “u”, apenas o seu som, pois a letra é o “v”, ficando portanto “Vicarivs”.

 

3º) Karol Wojtyla escolheu o nome João Paulo, mas não pela primeira vez, pois antes dele já havia passado João Paulo I . Assim, Karol Wojtyla é João Paulo “pela segunda vez, de novo”, segundo (II). O dicionário latim-português de Antônio Gomes Ferreira (Editora Porto), pág. 1049, confirma: “Secvndo” significa “pela segunda vez, de novo”.

 

4º) O latim é, senão o único, um dos poucos idiomas em que realmente a letra vale um número, e vice-versa, os próprios núme-ros são letras (I-1, V-5, X-10, L-50, C-100, D-500, M-1000). Nos de-mais sistemas gráficos, como o nosso, por exemplo, podemos até tentar atribuir valores às letras, mas sempre de maneira convencionada, nun-ca natural, pois nossas letras não valem números (“A”, naturalmente, não é “1”, nem “2”, nem “10”; “B”, naturalmente, não é “4”, nem “50”, nem “1000” , e assim também se dá com as demais letras).

 

5º) A Bíblia “desafia” em Apocalipse 13:18 aquele que tem entendimento e pede para CALCULAR o número da besta. Cál-culo é uma propriedade da matemática, ou seja, o número não estaria explícito, mas sim, seria necessário usar uma de suas operações, neste caso, a soma.

 

6º) Calcula-se em cerca de 263 (existem divergências) o número de papas que já existiram. Obviamente, não fizemos o cálculo de cada um desses nomes. Apenas por curiosidade, fizemos dos cinco papas anteriores a João Paulo II (a partir de 1929), os cinco primeiros reis de Apoc. 17. Nenhum deles somou 666, o que passou mais perto foi Pio XI (612). Porém, repetimos, fizemos esses cálculos por mera curiosidade. Se outro papa teve, ou não, na soma das letras de seu nome o 666, para nós não parece tão relevante, pois é apenas Joao Paulo II, que além desse número, encaixa-se em todos os outros detalhes proféticos.

 

Encaixemos agora as informações que acabamos de analizar sobre a besta. Perceba como fica lógico.

 

“É um Homem”

“Que tem um Nome”

“Que Calculado”

“Dá: 666”

Apoc 13:18

Apoc 13:17

Apoc 13:18

Apoc 13:18

 

 

Repare a maravilha que é a profecia bíblica quando interpretada. Agora fica fácil entender porque Apoc. 17:11 diz:

 

“E a besta que viste era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição.”

 

“João Paulo II, que foi papa e vai deixar de ser, é ele também (além de ser o sexto) o oitavo papa, é um dos sete papas (o sexto), e ao final será destruído.”

 

Pensamos que cabe a pergunta: - “O que fazer ante a tantas coincidências? Chega a ser assustador como ‘batem’ os detalhes, a realidade, com a profecia?!?”

Cada pessoa tende a ter uma reação. Como desabafo, registramos que nós, à época que entendemos isso, literalmente nos ajoelhamos e choramos, num misto de gratidão a Deus e revisão de nossa entrega ao Senhor.

 

“Podem ser muitos os detalhes para que tudo esteja certo, mas são muitas as coincidências para que tudo esteja errado.”

 

“ ELE ESTÁ VOLTANDO, VEM SENHOR JESUS!!! “

 

 

Continua...