Contexto profético VI

A queda de Jerusalém

 

A queda de Jerusalém fora predita por JESUS. Teve Ele três importantes objetivos para essa profecia. (1) avisar aos crentes fiéis até quando poderiam ficar na cidade, ou seja, quando a deveriam abandonar, (2) como fugir e em que se preparar, e (3) dar uma amostra sobre acontecimentos semelhantes, para a fuga de todas as cidades do mundo, a começar das grandes, quando chegasse o momento, no tempo do fim. Esses fatos estão escritos no livro de Mateus, cap. 24:15 a 22, podendo-se incluir ainda os versículos 23 a 25.

JESUS disse que, quando vissem o abominável da desolação no lugar santo, conforme falou o profeta Daniel (Daniel 9:27; 11:31: 12:11), então era a hora de fugir para os montes. Em Lucas se escreve, "quando, porém, virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei que está próxima a devastação" (Luc. 21:20). O abominável da desolação, naquele tempo, foi o exército romano posicionado ao redor da cidade santa. Esse era o sinal para os cristãos que viviam na Judéia, de que devessem abandonar a cidade e a região. Paralelamente, o decreto dominical é para os cristãos da Bíblia, hoje, sinal para abandonar as grandes cidades, pois de lá o Espírito do Senhor estará saindo, e o fim estará chegando logo.

A fuga deveria ser rápida, sem voltar para trás. Quem se demorasse corria o risco de ficar dentro da cidade, e de perder a vontade de fugir, de ser influenciado pelos pecadores que tais coisas não aconteceriam. Não era apenas uma questão de salvar a vida presente, mas também, e principalmente, a vida eterna. Ela vale mais que qualquer bem material.

JESUS ainda explicou que as mulheres grávidas e as que tivessem filhos pequenos, teriam dificuldades para a fuga, como é evidente. Às que fugiram, a dificuldade foi bem menor do que para as que ficaram na cidade, pois crianças caminham devagar e se cansam logo, e uma mulher grávida precisa de cuidados que numa fuga não são possíveis, principalmente se o parto estiver iminente. No entanto, as que tinham filhos pequenos ou as grávidas, e que ficaram na cidade, essas sim tiveram problemas. Foram tempos em que crianças morriam, e delas se fizeram alimento para os adultos. Muitas foram até mortas com essa finalidade. Terrível!

Algo de extrema importância. JESUS, prevendo os tempos do fim dos dias de hoje, lhes orientou que orassem para que a fuga não se desse no inverno, por causa do frio, nem no sábado, por causa da impossibilidade de fidelidade ao mandamento durante uma fuga. Significa que, por palavra do Senhor do sábado, o sétimo dia não seria alterado por causa de Sua própria ressurreição. Ele disse isso, e Ele é o autor da lei. Se não devia ser alterado até o ano 65, época da fuga, mais tarde muito menos, e pior ainda, se por autoridade que não é o Legislador universal. Legislar é função de legislador, e só DEUS pode legislar a respeito de como deve funcionar o Seu próprio governo. Essa recomendação de JESUS é um alerta grave nesse sentido. Comparado com o que Daniel profetizou em Dan. 7:25, de que o poder da igreja paganizada mudaria a lei, temos importante alerta sobre essa mudança que jamais deveria ter sido feita. Ela, na realidade é uma mudança efetuada por outro reino contra o reino de DEUS. Esse aspecto, que tem vínculo com a adoração, é o núcleo da guerra que satanás move contra o reino de DEUS.

No versículo 21 JESUS anuncia que haveria "grande tribulação" como ainda não houve nem haverá jamais. Não nos demoraremos nisso, basta dizer que os que foram cercados pela segunda vez, no ano 70, de tanta fome, roíam até o couro das sandálias e dos escudos, comiam qualquer coisa, e até matavam pequenos para comer. O pior é que tais horrores ainda geravam disputas entre eles, e outras mortes. Os escolhidos, naquele tempo, escondidos, foram salvos porque DEUS abreviou aqueles dias, e eles puderam voltar. Mas não fosse assim, até estes corriam o perigo de serem capturados e mortos. No tempo do fim também será assim. O tempo após o decreto dominical será muito curto, e o tempo de duração das pragas também. Isso por causa dos escolhidos, para que possam suportar. A boa notícia é que dessa vez a libertação será definitiva.

A destruição de Jerusalém é um protótipo da destruição final. Nela se verá a fúria das nações, precedente do cenário que hoje assistimos, umas contra as outras, e ao mesmo tempo, o derramamento das sete pragas. Imagine-se o caos que vai haver no mundo nesses dias. Mas esse será um tempo muito breve, pois logo JESUS volta, e leva todos os seus servos fiéis para onde prometeu.

Prof. Sikberto R. Marks