Contexto profético 12

Prazer não em DEUS

 

O prazer pelas coisas que não contribuem para uma vida satisfatória ao ser humano é algo incrível. Somente bem fundamentados no conhecimento de bons princípios se é capaz de julgar o que convém e o que não convém. São do apóstolo Paulo as palavras: "Todas as cousas me são lícitas, mas nem todas convém. Todas as cousas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas" (I Cor. 6:12).

 

A questão do prazer é interessante. Foi DEUS que o criou, ou, que nos deu a capacidade de o sentirmos. É bom sentir prazer, por ele sentimos uma sensação agradável, e faz bem à saúde e à vida. DEUS mesmo sente prazer, a Bíblia descreve o prazer de DEUS como sendo a Sua glória. DEUS sente-se extremamente feliz quando algo de bom nos acontece, por exemplo. Isso Lhe causa prazer. Assim como Ele gosta, deseja que também tenhamos a satisfação de sentir prazer.

 

O que há de errado hoje com o prazer é quando a sua origem causa mal, ou a quem o sente porque com ele se envolve, ou a outra pessoa, que é prejudicada pela busca de prazer por parte de terceiros. Por exemplo, os tiros de fogos de artifício causam grande prazer a quem os faz explodir, mas são motivos de desconforto a muitos outros, inclusive aos animais. As diversões mundanas tanto causam prazer a muitos como lhes tiram a vida, fazem sofrer, pois apenas são paliativos. A verdade é a seguinte: DEUS não quer que tenhamos apenas prazer temporário e enganoso, que mais tarde se revela prejudicial. Ele também não deseja que nos envolvamos com prazeres pelos quais, mais tarde, colheremos tristeza, ou até danos psicológicos, físicos e patrimoniais irreversíveis. DEUS quer o melhor para todos nós, e os prazeres que não estão em harmonia com o que DEUS pensa, esses não são de todo bons para nós.

 

Antes da segunda vinda de JESUS a este mundo, diz a profecia, haveria um grande apelo aos prazeres que apenas criam satisfação temporária e enganosa, pois não estão de acordo com o que O Criador de melhor deseja para as Suas criaturas. É em II Timóteo 3:4 que lemos: "...antes amigos dos prazeres que amigos de DEUS." Essa situação prevista pelo apóstolo Paulo é tão acentuada hoje que se torna um dos sinais pelos quais sabemos que JESUS está por voltar, e que o mundo degenerado está perto do fim. É pelos prazeres mundanos que satanás segura as pessoas longe do salvador. Ali a vontade de viver para sempre não é atraente. Nesses prazeres, a vontade é de ‘curtir a vida no presente’, não importando o dia seguinte.

 

E o poder dos prazeres passageiros está exatamente em serem eles passageiros: eles sempre irão requer mais outra dose, que seja mais intensa. As pessoas tornam-se escravas desses prazeres, e não mais conseguem compreender que pode existir algo muito superior, que satisfaz muito mais, que causa muito mais prazer, e que não prejudica em nada. Elas não conseguem mais compreender o plano de DEUS para a felicidade do ser humano. O pior, elas não conseguem compreender como DEUS as ama, e que JESUS as quer salvar para a vida eterna. Esses prazeres de que aqui tratamos nada mais são senão uma estratégia do inimigo de DEUS, que quer prender as pessoas com ele, impedindo que descubram a excelência da vida que DEUS está a propor. Pelo imediatismo dos prazeres não em DEUS, as pessoas não têm paciência de esperar o cumprimento da promessa que se encontra em I Coríntios 2:9: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que DEUS tem preparado para aqueles que O amam." Correndo atrás dos prazeres imediatistas, perdem a fé na excelência do prazer da vida eterna em delícias hoje inimagináveis. Como satanás já está condenado, ele quer que todos também participem da sorte dele: morte eterna. É essa a causa de tanto apelo hoje para esses prazeres que apenas enganam. Por isso, essa busca por prazeres não em DEUS é também um dos sinais da breve volta de JESUS a esta Terra.

 

Caracterizemos em itens como são os prazeres que não estão de acordo com a nossa natureza, e que parece que satisfazem, mas que mais adiante causam insatisfação, tristeza, dor, doença, arrependimento, e por fim, morte. Mas, geralmente, levam a esse estado por caminhos que não permitem que se perceba para onde vão. Muitos, quando o percebem, e nem todos percebem, já é tarde para voltar atrás.

 

1.     São prazeres que ocupam o tempo, mas não proporcionam resultado construtivo;

2.     Não edificam o intelecto;

3.     Tornam o ser humano menos competente para cosias nobres;

4.     Sua conversa torna-se aviltada, usando muitos palavrões, e formando pensamentos imorais;

5.     Levam cada vez mais perto por desejos imorais;

6.     Esses desejos imorais precisam ser ‘cada vez mais despudorados’;

7.     Enfraquece na capacidade de obedecer a nobres princípios;

8.     Destroem o desejo de estudar a Bíblia;

9.     Fascinam, cegam e escravizam;

      10. Tem apenas valor momentâneo, e geram dependência;

11. Proporcionam lucro financeiro a alguém outro, que leva vantagem com a desgraça de muitos.

12. Paga-se para ser explorado, e ainda se sofre más conseqüências;

13. Não permitem o desenvolvimento harmônico do intelecto;

14. Cortam a intimidade com DEUS como Criador;

15. Desenvolvem no ser humano uma natureza competitiva, de exploração e da busca por vantagem;

16. Sobre-valorizam o fútil;

17. Os que se tornam escravos desses prazeres julgam os outros ‘quadrados’, desatualizados ou simplesmente ‘bobos’.

 

Tem os prazeres alternativos ao que é bom à função de afastar o ser humano do que é seguramente bom e compensador, atraindo as pessoas ao que, pela propaganda enganosa, parece ser superior, mas que não passa de uma ilusão transitória para aguardar sofrimento e morte mais adiante. Essa situação é um forte sinal de que JESUS deve voltar em breve para intervir definitivamente nesse poderoso modo de enganar os seres humanos. Isso não vai tardar, e a segunda vinda do Salvador se tornará uma realidade. Então aqueles que tiveram esperança, e que souberam aguardar, serão recompensados com o bem que hoje não lhes é possível imaginar.

 

Prof. Sikberto R. Marks