O premiê francês Lionel Jospin fez dura crítica contra o
presidente americano George W. Bush, por seu estilo "unilateral" de
governar, no que se refere ao funcionamento da comunidade internacional. Diz:
"estamos falando sobre coisas que afetam a sobrevivência do planeta".
Cita como exemplo, a decisão do presidente norte-americano em não assinar o
protocolo de Kyoto.
Paralelamente, o ministro das relações exteriores da
Alemanha, Joscika Fischer, disse que os norte-americanos estão cometendo um
"erro fatal", que provoca um retrocesso em todo esforço feito pela
comunidade internacional para proteger o meio ambiente.
Qual a situação dos Estados Unidos nesse episódio? É o país que
mais polui a atmosfera e que mais contribui para agravar o efeito estufa. Suas
emissões atualmente estão 15% acima do nível de 1990, e pelo protocolo de
Kyoto, deveriam estar 5% abaixo daquele nível, portanto, deveriam reduzir em
20%, algo impossível. O protocolo atinge em cheio a maior economia do mundo, em
perigo de uma retração em suas atividades econômicas, o que, por outro lado,
também é perigoso para o planeta. Portanto, não assinar o protocolo é fatal
para o planeta, não assinar, também. Por um lado, polui ainda mais e agrava o
efeito estufa; por outro, agrava a iminente crise econômica que ameaça o
planeta. O que fazer, diante do impasse?
Parece que a solução pode vir do Vaticano. No início do
mês de março, quando o G8 esteve reunido para tratar da questão do efeito
estufa, João Paulo II sugeriu a santificação do domingo para enfrentar o
problemas da poluição, do consumismo desenfreado e da desagregação da família
bem como do stress. A idéia foi bem recebida. Na paralela, o papa ordena que a
igreja combata as seitas. Seitas são, por princípio, todas as igrejas decididas
a não unir-se com a Igreja Católica. Ainda, no dia 03 de abril, o papa João
Paulo II disse, em alemão, aos evangélicos, que, com um diálogo paciente, um
dia estejam todos sob a direção do papa da igreja católica. Também, esses dias,
segundo palestra do Padre Dom Bruno Manggioni, de Roma, a Bíblia é um livro
cheio de erotismo e violência e deve ser lido apenas por adultos.
O que nos pode sugerir tudo isso? Há uma orquestração no
ar. Conforme se suspeita na análise realizada em Cenário do Poder I e II, por
enquanto, o que se dizia ali, vem se confirmando. O poder político está mudando
de estilo, da democracia para a autocracia. Líderes mundiais estão falando em tom
mais autoritário. Também há uma crise econômica se formando pelo mundo, com a
desaceleração da economia norte-americana. Se, de fato, essa crise se
desencadear, a economia do planeta passará por dificuldades jamais vistas. Imagine
os EUA e o Japão, juntos, em crise! O Japão já está em crise há 10 anos, e seu
primeiro ministro recém disse que é um país falido.
Contudo, ainda é cedo para se afirmar que os EUA estejam
indo nessa direção. Talvez seja apenas uma onda passageira de dificuldades, ou,
bem pode ser a última crise da história, isso não é improvável. Pelo que
conhecemos de profecias, hoje, ano 2001, o que está faltando para a crise final
é a escalada de corrupção, violência e perseguições prévias ao decreto
dominical, mais nada. (Esse é também o contexto do aquecimento da igreja morna,
que já se vê claramente em pleno aquecimento, em muitos lugares).
Crises são momentos favoráveis a centralização do poder
político, ou seja, a instalação de autocracia. Os dois meses próximos serão
importantes para os que estão em vigília profética tentando entender e
discernir os tempos. Então, o que acontece atualmente, pode ser o cenário
prévio da tomada do poder pelos EUA mais o Vaticano, ou apenas uma onda precedente
de tal cenário. Por uma ou por outra, o certo é que, de onda em onda, rumamos
para, creio, bem logo, o que será a última crise.
Prof. Sikberto R. Marks