O cenário do poder XVII
Iremos comentar uma notícia tão curiosa
quanto reveladora em termos de intenções. Foi publicada pelo http://jbonline.terra.com.br/
em 2002-02-20. O secretário de Defesa Donald Rumsfeld cita Winston Churchill
numa célebre frase dita durante a segunda guerra mundial: ''Em tempos de guerra, a verdade é tão preciosa que a mentira deveria
sempre lhe servir de guarda-costas''. Citou-o para tentar explicar a
possível criação do Departamento de
Influência Estratégica. Esse departamento tem por incumbência prover
divulgação de informações relacionadas com a guerra contra o terrorismo,
utilizando tanto verdade como mentiras. Justificam-se as mentiras em razão dos
fins. Ou seja, fazendo o jogo dos fatos, criando, omitindo ou modificando,
geram-se mentiras visando causar prejuízos às organizações terroristas,
principalmente com relação a opinião pública. Dessa maneira, o mundo todo se
posiciona ao lado dos Estados Unidos contra o inimigo comum, o mal, ou seja, o
bem contra o mal, como já está ficando clássico.
No passado tais técnicas já foram
utilizadas. Aliás, hoje são utilizadas e muito, mas a intenção é
profissionalizar ao extremo a arte de tornar mentiras em verdades e verdades em
mentiras perante a opinião pública. Como relata o citado jornal, isso é bem
usual, vejamos alguns casos: "Em 1919, Lenin criou o Comintern, na Rússia,
para disseminar a revolução comunista pelo mundo com a mentira ou com a
verdade. Durante a Guerra Fria, a KGB se utilizou da dezinformatsiya, técnica
para divulgar falsas informações ou meias-verdades com propósitos políticos.
Nos anos 50, por exemplo, a URSS plantou uma campanha que acusava os EUA de
utilizar armas químicas na Guerra da Coréia. Já os americanos fizeram muito na
Nicarágua e na Líbia, nos anos 80, mas o exemplo mais sofisticado vem dos
britânicos. O Departamento de Informações do Foreign Office, que funcionou até
1977, produziu no fim dos anos 40 uma edição em árabe do clássico ''A Revolução
dos Bichos'', de George Orwell. Além da literatura liberal orwelliana, a idéia
foi usar os porcos e cachorros do livro, animais impuros para os islâmicos,
contra o avanço comunista na Arábia Saudita, principal exportador de petróleo
do mundo." (Jornal do Brasil on line, 2002-02-20).
O que significa isso? Ora, levando para o
campo da guerra espiritual, está chegando a hora de uma gigantesca operação do
erro entrar em ação "É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a
operação do erro, para darem crédito à mentira," (2 Ts 2:11). Há em
andamento, no mundo, uma onda de atentados à verdade relacionada com a
adoração. O modo verdadeiro de adoração encontra-se na Bíblia, e vem sofrendo
sistemática e acirrada oposição por parte do pai da mentira. Mentir é a
especialidade maior desse pai da mentira, que agora, mais do que nunca, prepara
a maior nação do mundo para mentir numa intensidade jamais vista. É a mesma
estratégia utilizada durante a Idade Média quando cristãos autênticos eram
perseguidos e falsamente acusados de heresias, pela "Santa
Inquisição". Esse agora pode ser o marco inicial da derrocada de uma
grande nação, e na seqüência, o planeta, a mentira nunca foi base sólida e
duradoura para grandes empreendimentos, mas, outros fatos também se somarão a
ela. Talvez não cheguem a constituir o tal departamento, no entanto, a intenção
de usar a mentira como arma, que já tem história real, por certo está sendo e
será cada vez mais uma realidade. O mundo está sendo preparado para tornar a
mentira, mais que já é, uma arma de
manipulação da opinião popular mundial, com fins de eliminação de grupos
minoritários, bons ou maus, não importa. ''Vamos
atuar em programas dos mais ocultos e sujos até os mais claros'', revelou um
militar do Pentágono. (http://jbonline.terra.com.br/) É, em última
instância, a formalização de uma aliança com o pai da mentira, para as
finalidades desse mau elemento, permitindo um gigantesco esquema de mentiras e
enganos em escala global. A queda do ser humano se iniciou com uma mentira, o
final dessa aventura horrível se consumará com muitas mentiras.